• O que é a Automedicação? •
É o ato de tomar remédios por conta própria, sem orientação médica.
A automedicação, muitas vezes vista como uma solução para o alívio imediato de alguns sintomas pode trazer conseqüências mais graves do que se imagina.
O uso de medicamentos de forma incorreta pode acarretar o agravamento de uma doença, uma vez que sua utilização inadequada pode esconder determinados sintomas. Se o remédio for antibiótico, a atenção deve ser sempre redobrada, pois o uso abusivo destes produtos pode facilitar o aumento da resistência de microorganismos, o que compromete a eficácia dos tratamentos.
• Perigos da Automedicação em tempos de pandemia •
A automedicação é uma prática bastante difundida não apenas no Brasil, mas também em outros países. Em alguns países, com sistema de saúde pouco estruturado, a ida à farmácia representa a primeira opção procurada para resolver um problema de saúde, e a maior parte dos medicamentos consumidos pela população é vendida sem receita médica. Contudo, mesmo na maioria dos países industrializados, vários medicamentos de uso mais simples e comum estão disponíveis em farmácias, drogarias ou supermercados, e podem ser obtidos sem necessidade de receita médica (analgésicos, antitérmicos, etc). Neste período de isolamento social e medo devido à Covid-19, as pessoas temem sair às ruas para irem às farmácias e assim, consequentemente, terem contato com outros indivíduos, e isso torna as pessoas mais propensas a fazerem uso da automedicação. “Por conta do medo instaurado na população, muitas pessoas, quando sentem algum pequeno problema de saúde, seja ele uma dor de cabeça, constipação, náusea e vômito, entre outros, acabam tomando medicamentos que já estão em casa, que muitas vezes sobraram de algum outro tratamento, ou pedem a um familiar ou até vizinho, e aí começa o grande problema da automedicação, o que pode gerar danos sérios a quem ingeriu o fármaco. A recomendação é sempre se informar, buscar informações com profissionais habilitados e capacitados para isso. Se estiver com alguma dúvida, ligue nas drogarias, peça para chamar um farmacêutico, converse com ele, nada substitui a consulta, mas nesta época, precisamos ter cuidado em sair de casa, por isso a ligação pode ajudar bastante
Referências:
https://www.uniara.com.br/noticias/47794/automedicacao-e-um-risco-para-a-saude-principalmente-em-tempos-de-pandemia/. https://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-42302001000400001
• Efeito colateral, Reação adversa e Evento adversos •
Você sabe diferenciar esses termos? Geralmente eles são bastantes confundidos, pois suas características são semelhante e envolve o uso de medicamentos. Efeito colateral é uma reação que ocorrem em doses terapêuticas, reações indesejadas, porém esperadas pois quando você toma um medicamento que por sua vez é uma substância química, ele provoca reações no organismos. Sendo que nenhum medicamento é 100% específico, assim podendo atingir outros tecidos, outras enzimas. Dessa forma provocando reações em outros locais, todavia que não necessariamente ira ocorrer com todos os organismos, por isso o efeito colateral é esperado. Além disso, ele tem pode ser considerado um malefício como um benefício, ou seja, quando se é ingerido uma medicação que deseja tratar um sintoma e essa medicação além de tratar esse sintoma, trata outro que a pessoa está apresentando. Segundo a Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) o considera ultrapassado e recomenda abolir sua utilização justamente porque existe a nova definição: Reação Adversa a Medicamento (RAM). É nessa hora que ocorre o processo de confundir pois as mesmas, RAM e Efeito colateral, se assemelham. A RAM também ocorre em doses terapêuticas, é uma reação indesejada, entretanto é apenas classificada como maléfico e também inesperada. Já o Evento Adverso é toda reação indesejada que não tem necessariamente uma relação causal com a medicação. Dessa forma, o efeito colateral e a Reação Adversa a Medicamento (RAM) estão inseridas no Evento Adverso.
• Desmame de Medicamentos •
O desmame de medicamentos é uma diminuição gradual do medicamento para que o paciente não tenha efeitos colaterais. Alguns medicamentos principalmente os associados a psicoterapia atuam no cérebro, modificando e corrigindo neurotransmissores em áreas do sistema nervoso que regulam o humor, o nível da vitalidade, energia, emoções. E, dessa forma, se houver uma interrupção abrupta desses medicamentos há uma grande tendência de recaída. A abstinência pode surgir entre 24 e 72 horas após a interrupção do tratamento, apresentando efeitos como ansiedade, insônia, irritabilidade, explosões de choro, distúrbios de humor, além de sintomas neurológicos e motores como tonturas, vertigens, cefaleia, falta de coordenação motora, alterações de sensibilidade da pele e tremores. A descontinuação deve ser feita de forma gradual e num período de 2 a 4 semanas com reduções lineares até a completa retirada do medicamento
Referência:
encurtador.com.br/aglo9 encurtador.com.br/ghtwG
• Intervenção farmacêutica •
A intervenção farmacêutica, segundo o Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica , “é um ato planejado, documentado e realizado junto ao usuário e aos profissionais de saúde, que visa resolver ou prevenir problemas que interferem ou podem interferir na farmacoterapia”. O farmacêutico realiza a monitorização terapêutica analisando a posologia, a interação do medicamento com outros fármacos, com alimento ou com alguma patologia, a via de administração, a indicação terapêutica e os efeitos adversos. Essa avaliação é uma intervenção farmacêutica. Após a dispensação do medicamento, o farmacêutico deve avaliar a adesão do paciente ao tratamento e possíveis reações adversas que venham a ocorrer. Desse modo, o profissional acompanha os resultados da sua intervenção na farmacoterapia do paciente, podendo estabelecer indicadores de qualidade conforme os resultados obtidos.
Referência:
encurtador.com.br/dJRT6 encurtador.com.br/gmsG7
